2026, um ano de muitas mudanças para as EMPRESAS!

2026, um ano de muitas mudanças para as EMPRESAS!
07 jan 2026
  1. Reforma Tributária sobre o Consumo – início da vigência operacional

A principal mudança de 2026 é a entrada em vigor prática da Reforma Tributária, ainda que em fase de transição.

  • Inicia-se a convivência do sistema atual com os novos tributos:
    • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – federal
    • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – estadual e municipal
  • As empresas passam a ter novas obrigações acessórias, com:
    • Ajustes nos documentos fiscais eletrônicos (NF-e, NFS-e, CT-e etc.);
    • Adequação de ERPs, sistemas fiscais e contábeis;
    • Revisão de precificação, contratos e fluxo de caixa.
  • Mesmo sem impacto imediato de carga tributária para todos, erros de parametrização e cumprimento formal já geram riscos fiscais.

👉 2026 é o ano da preparação técnica obrigatória: quem não ajustar sistemas e processos agora tende a sofrer em 2027 e 2028, quando a substituição de tributos se intensifica.

  1. Novidades e reforços na legislação trabalhista

No campo trabalhista, 2026 traz reforço regulatório, especialmente na proteção do trabalhador e no aumento do risco passivo para as empresas.

2.1 Trabalho em feriados e negociação coletiva

  • Reforça-se o entendimento de que o trabalho em feriados depende de negociação coletiva com o sindicato, mesmo para atividades autorizadas a funcionar.
  • A ausência de convenção ou acordo coletivo eleva o risco de autuações administrativas e ações trabalhistas.

2.2 Saúde mental e riscos psicossociais (SST)

  • As empresas passam a ser formalmente cobradas a:
    • Mapear riscos psicossociais (estresse, sobrecarga, assédio, burnout);
    • Incluir esses riscos no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO);
    • Adotar medidas preventivas documentadas.
  • O tema deixa de ser apenas comportamental e passa a integrar o compliance trabalhista e de segurança do trabalho, com reflexos diretos em fiscalizações e ações indenizatórias.

👉 A omissão pode gerar multas, autos de infração e aumento significativo de condenações por dano moral.

  1. FGTS Digital, eSocial e fiscalização mais integrada
  • Consolida-se o uso do FGTS Digital, com:
    • Apuração mais rápida;
    • Fiscalização automatizada;
    • Menor tolerância a erros de informações trabalhistas.
  • eSocial, EFD-Reinf e FGTS Digital passam a atuar de forma ainda mais integrada, reduzindo falhas de cruzamento.
  • Pequenos erros cadastrais ou de eventos periódicos tendem a gerar notificações quase imediatas.
  1. Simples Nacional e planejamento societário
  • Mantêm-se as regras de opção e permanência no Simples Nacional, mas 2026 exige atenção redobrada:
    • Faturamento;
    • Atividades impeditivas;
    • Fator R, pró-labore e estrutura de folha.
  • A Reforma Tributária exige que empresas do Simples repensem seu planejamento, pois o modelo atual pode deixar de ser o mais vantajoso nos próximos anos.
  1. Tecnologia, IA, LGPD e compliance digital
  • Avança a responsabilização das empresas pelo uso de tecnologia, especialmente:
    • Inteligência Artificial aplicada a RH, crédito, marketing e decisões automatizadas;
    • Tratamento de dados pessoais de empregados, clientes e fornecedores.
  • A LGPD permanece como fonte relevante de autuações, ações judiciais e sanções reputacionais.
  • A expectativa regulatória é de governança interna, políticas formais, controles e rastreabilidade.
  1. Aumento geral das exigências de governança e compliance

Mesmo sem uma lei única, 2026 consolida:

  • Maior rigor fiscal e trabalhista;
  • Fiscalizações mais técnicas e digitais;
  • Exigência de documentação, políticas internas, treinamentos e evidências;
  • Responsabilização direta de sócios e administradores em falhas reiteradas.

Conclusão prática

📌 2026 não é um ano de ruptura imediata, mas é o ano em que a preparação deixa de ser opcional.

As empresas que devem maior atenção são aquelas que:

  • Não revisaram seus sistemas fiscais e contratos;
  • Mantêm estruturas frágeis de RH e SST;
  • Dependem do Simples Nacional sem planejamento;
  • Utilizam tecnologia e IA sem governança formal.

👉 A recomendação central é tratar 2026 como um ano estratégico de adequação, revisando:

  • Processos fiscais e tributários;
  • Estrutura trabalhista e sindical;
  • Saúde ocupacional e compliance;
  • Sistemas, contratos e políticas internas.

 

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